O ministro da Educação, Camilo Santana, reconheceu que a projeção de reajuste de apenas 0,37% para o piso nacional do magistério em 2026 é injusta e incompatível com a valorização da categoria. Em declaração recente, o ministro afirmou que o governo federal estuda mudanças no atual mecanismo de correção e prometeu trabalhar para garantir um reajuste acima da inflação.

Pelo modelo atualmente em vigor, o reajuste do piso é calculado com base na variação do valor anual mínimo por aluno do Fundeb. A regra, no entanto, tem produzido índices insuficientes nos últimos anos, aprofundando a defasagem salarial da categoria. Em 2021, o piso ficou sem reajuste (0%); em 2024, o aumento foi de apenas 3,62%, abaixo da inflação do período; e, para 2026, a projeção preliminar aponta 0,37%.
Para Camilo Santana, o resultado demonstra a necessidade de revisão do modelo. “A regra atual pode levar a um reajuste muito baixo, o que é inadmissível. O governo está avaliando uma Medida Provisória para corrigir essa distorção”, afirmou o ministro.
A sinalização do MEC ocorre em meio à pressão de entidades sindicais e movimentos da educação, que defendem um reajuste mínimo capaz de recompor as perdas inflacionárias e garantir valorização real para professoras e professores. Especialistas apontam que, diante da inflação projetada para 2025, o piso deveria ser corrigido em pelo menos 4% a 5% para evitar nova perda de poder de compra.
“A promessa de reajuste acima da inflação, feita pelo próprio ministro, reforça a necessidade de uma política salarial permanente, que assegure carreira atrativa, condições dignas de trabalho e respeito a quem sustenta diariamente a escola pública brasileira”, declarou a presidenta do Sindsep, Izaltina Gonzaga.








