Nesta quarta-feira (29), servidores e servidoras municipais, estaduais e federais se mobilizam em todo o país para dizer não à Reforma Administrativa (PEC 38/2025). Em Brasília, acontece a Marcha Nacional dos Servidores Públicos, que reúne milhares de trabalhadores das três esferas do funcionalismo. Em Fortaleza, a manifestação ocorreu em frente à Receita Federal.
Representando o sindicato, participam do ato a presidenta Izaltina Gonzaga e as diretoras Edinês Brito e Socorro Ricarte, ao lado de centenas de servidores e servidoras que saíram em defesa dos direitos, da estabilidade e do serviço público como patrimônio do povo.
Para Izaltina Gonzaga, o momento exige unidade e firmeza. “A Reforma Administrativa é um duro ataque aos servidores desde a Constituição de 1988. Se for aprovada, vai acabar com a estabilidade, abrir espaço para contratações precárias e permitir que os serviços públicos sejam entregues ao setor privado. Estamos nas ruas para impedir esse retrocesso”, afirmou a presidenta.
A nova proposta de Reforma, agora protocolada como PEC 38/2025, obteve as 171 assinaturas necessárias para tramitar na Câmara dos Deputados e segue como prioridade do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). O texto prevê alterações profundas no regime jurídico dos servidores, vincula progressões a metas de desempenho e abre brechas para privatizações e terceirizações no serviço público.
Entidades nacionais e estaduais alertam que a reforma não atinge supersalários nem privilégios, mas recai sobre o funcionalismo que atua diretamente com a população. “Quando um servidor perde estabilidade, é a população que perde acesso a políticas públicas de qualidade. Essa é uma luta de toda a classe trabalhadora”, reforça Edinês Brito.








